Joaquim Pinto da Silva

Joaquim Pinto da Silva decidiu no ano de 1999 abrir uma livraria portuguesa na Bélgica. "É certamente obra de loucos". Foi assim que os amigos próximos consideraram a iniciativa de Joaquim Pinto da Silva, o proprietário da Livraria Orfeu, em Bruxelas.
"Estamos aqui para promover a cultura portuguesa e a cultura galega, mas também para estabelecer um ponto de encontro com outras culturas, por vezes até bem diferentes da nossa", disse.

Natural do Porto, Joaquim Pinto da Silva reside há quase 30 anos na Bélgica onde foi funcionário europeu. «Considero-me um emigrante, como qualquer outro português que saiu de Portugal para trabalhar e residir no estrangeiro. O conceito de emigrante aplica-se também a todos os funcionários europeus». Joaquim Pinto da Silva considera que não faz sentido fazer a distinção entre «emigração tradicional» e «funcionários europeus» e a Livraria Orfeu é certamente uma plataforma de ligação entre uns e outros. «Tenho aqui clientes de todos os horizontes, mesmo se aquelas pessoas que só têm a instrução primária e que não têm hábitos de leitura não vêm cá comprar livros, como é óbvio».
Mas a Orfeu tenta também alargar o seu raio de acção deslocalizando actividades, em Portugal, Bruxelas, Galiza entre outras. 
Visivelmente «militante» pela «causa» cultural, Joaquim Pinto da Silva considera que as instituições portuguesas poderiam ter um papel importante para a promoção da cultura.


Joaquim Pinto da Silva sabe do que fala: é proprietário da Orféu desde 1999, teve um papel importante para erguer uma estátua ao Fernando Pessoa na Place Flagey (Ixelles-Bruxelas), foi fundador da associação Atlântida que organizou vários eventos culturais e já acolheu na sua livraria nomes como Pedro Tamén, José Saramago, Mário Soares, Pacheco Pereira, Sérgio Sousa Pinto, entre muitos outros.


Em Junho de 2005 Joaquim Pinto da Silva recebeu das mãos do Embaixador Diogo Nunes Barata, as insígnias de Oficial da Ordem do Infante D. Henrique que lhe foi atribuída pelo Presidente Jorge Sampaio.


Que bom seria se de «louco» todos tivéssemos um pouco!